{"id":82045,"date":"2004-02-27T21:05:01","date_gmt":"2004-02-27T20:05:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.tomajazz.com\/web\/?p=82045"},"modified":"2023-12-27T21:48:21","modified_gmt":"2023-12-27T20:48:21","slug":"cecil-taylor-tony-oxley-2004","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tomajazz.com\/web\/cecil-taylor-tony-oxley-2004\/","title":{"rendered":"Cecil Taylor &#8211; Tony Oxley (Centro Cultural de Bel\u00e9m CCB, Lisboa. 2004-02-17) Por Eduardo Chagas, Jo\u00e3o Pedro Viegas, Nuno Martins [Concierto de jazz]"},"content":{"rendered":"<h3><b>Cecil Taylor &#8211; Tony Oxley\u00a0<\/b><\/h3>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"70%\" \/>\n<ul>\n<li><b>Fecha:<\/b>\u00a017 fevereiro 2004 \/ 17 de febrero de 2004<\/li>\n<li><b>Lugar:<\/b> Centro Cultural de Bel\u00e9m (CCB), Lisboa (Portugal)<\/li>\n<li><strong>Asistencia:<\/strong>\u00a0800 pessoas aprox. \/ 800 personas aprox.<\/li>\n<li><b>Componentes:<\/b><br \/>\nCecil Taylor: piano<br \/>\nTony Oxley: bateria \/ bater\u00eda<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-82046 aligncenter\" title=\"Cecil Taylor - Tony Oxley (Centro Cultural de Bel\u00e9m CCB, Lisboa. 2004-02-17) Por Eduardo Chagas, Jo\u00e3o Pedro Viegas, Nuno Martins [Concierto de jazz] Tomajazz 9.0 taylor oxley belem 2004 oxley\" src=\"https:\/\/tomajazz.com\/web\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/taylor-oxley-belem-2004-oxley.jpg\" alt=\"Cecil Taylor - Tony Oxley (Centro Cultural de Bel\u00e9m CCB, Lisboa. 2004-02-17) Por Eduardo Chagas, Jo\u00e3o Pedro Viegas, Nuno Martins [Concierto de jazz] - Tomajazz 9.0 - Cecil Taylor y Tony Oxley actuaron el 17 de febrero de 2004 en Centro Cultural de Bel\u00e9m (CCB), en Lisboa. Eduardo Chagas y\u00a0 Jo\u00e3o Pedro Viegas repasan la actuaci\u00f3n. Nuno Martins poner las im\u00e1genes y traduce Diego S\u00e1nchez Cascado\" width=\"295\" height=\"200\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-82047\" title=\"Cecil Taylor - Tony Oxley (Centro Cultural de Bel\u00e9m CCB, Lisboa. 2004-02-17) Por Eduardo Chagas, Jo\u00e3o Pedro Viegas, Nuno Martins [Concierto de jazz] Tomajazz 9.0 taylor oxley belem 2004 taylor\" src=\"https:\/\/tomajazz.com\/web\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/taylor-oxley-belem-2004-taylor.jpg\" alt=\"Cecil Taylor - Tony Oxley (Centro Cultural de Bel\u00e9m CCB, Lisboa. 2004-02-17) Por Eduardo Chagas, Jo\u00e3o Pedro Viegas, Nuno Martins [Concierto de jazz] - Tomajazz 9.0 - Cecil Taylor y Tony Oxley actuaron el 17 de febrero de 2004 en Centro Cultural de Bel\u00e9m (CCB), en Lisboa. Eduardo Chagas y\u00a0 Jo\u00e3o Pedro Viegas repasan la actuaci\u00f3n. Nuno Martins poner las im\u00e1genes y traduce Diego S\u00e1nchez Cascado\" width=\"290\" height=\"200\" \/><br \/>\n<span style=\"font-family: Arial Black;\">Fotograf\u00edas \u00a9 Nuno Martins, 2004<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Resenha &#8211; Rese\u00f1a por Eduardo Chagas y\u00a0 Jo\u00e3o Pedro Viegas. Traducci\u00f3n por\u00a0 Diego S\u00e1nchez Cascado. Fotograf\u00edas por Nuno Martins.<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p align=\"justify\"><b>Resenha por Eduardo Chagas: <\/b>Est\u00e1 h\u00e1 muito esgotada a discuss\u00e3o sobre se o que\u00a0<strong>Cecil Taylor<\/strong>\u00a0toca \u00e9 jazz ou m\u00fasica contempor\u00e2nea. Outra coisa ser\u00e1, porque o que desde h\u00e1 d\u00e9cadas se conhece com a marca do mestre, e, em particular, o que se ouviu no Centro Cultural de Bel\u00e9m, na noite de 17 de Fevereiro de 2004, foi algo que est\u00e1 para al\u00e9m dos limites do jazz, um meta-jazz, se se quiser; mas que, por outro lado, tamb\u00e9m n\u00e3o se enquadra nos estritos par\u00e2metros da m\u00fasica contempor\u00e2nea ou da new music. \u00c9, diria, um tertium genus inclassific\u00e1vel, pesem embora as tentativas de arruma\u00e7\u00e3o nesta ou naquela categoria, tarefa por demais estulta.<\/p>\n<p><strong>Cecil Taylor<\/strong>\u00a0\u00e9, quase sempre, referenciado como um m\u00fasico de Jazz. Este, quer-me parecer, estar\u00e1 para a m\u00fasica de\u00a0<strong>Taylor<\/strong>, como o Latim est\u00e1 para as actuais l\u00ednguas latinas. Isto \u00e9, est\u00e1-lhe nas funda\u00e7\u00f5es, na estrutura, na massa do sangue que lhe circula nas veias, no ritmo interior, na respira\u00e7\u00e3o, pressente-se, mais do que se v\u00ea; est\u00e1-lhe ainda nalgum vocabul\u00e1rio e na articula\u00e7\u00e3o expressiva. Por\u00e9m, na ra\u00edz, corpo e esp\u00edrito, no mais rec\u00f4ndito do ser, do que se trata \u00e9 de m\u00fasica improvisada total, no que isto tem de reflexo num tempo presente e na mais remota ancestralidade.<\/p>\n<p>Foi esta m\u00fasica simultaneamente temporal e intemporal &#8211; no duplo sentido em que nela cabe o tempo todo, e que n\u00e3o pertence a tempo nenhum &#8211; a que nos foi oferecida em cria\u00e7\u00e3o directa, imediata e espont\u00e2nea, por\u00a0<strong>Taylor &amp; Oxley<\/strong>. Uma m\u00fasica tensa e ritual\u00edstica, m\u00fasica sacra de culturas tribais imagin\u00e1rias, que tanto podem ser do passado, como do futuro.<\/p>\n<p>A execu\u00e7\u00e3o, organizada em dois sets de tema \u00fanico, cuja dura\u00e7\u00e3o me pareceu pr\u00f3xima dos 45 minutos cada (\u00e9-me dif\u00edcil calcular, porque a certa altura perdi a no\u00e7\u00e3o do tempo), a que acresceu um breve encore, mostrou-nos dois criadores de comprovado e inquestion\u00e1vel virtuosismo t\u00e9cnico, em excelente forma f\u00edsica e criativa.<\/p>\n<p><strong>Taylor<\/strong>\u00a0fez uso intensivo dos seus inesgot\u00e1veis recursos pian\u00edsticos, com os caracter\u00edsticos clusters de acordes dissonantes, em permanente discurso atonal, fortemente percussivo, que ora ascendia a cumes de intensidade emocionalmente opressiva, ora descomprimia, distendido em breves momentos de contido lirismo po\u00e9tico, libert\u00e1rio e encantat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Do lado direito do palco, em absoluta compatibilidade,\u00a0<strong>Tony Oxley<\/strong>, \u00edcone do experimentalismo e da free improv brit\u00e2nica, contrapontuava de forma densa e polirr\u00edtmica, preenchendo o resto da tela com as cores personalizadas do seu kit. Produziu as mais requintadas sonoridades, dispostas em camadas de ritmo e melodia, plenas de detalhe e riqueza t\u00edmbrica e textural, fornecendo a\u00a0<strong>Taylor<\/strong>\u00a0o ambiente perfeito para sobre ele escrever e rescrever p\u00e1ginas e p\u00e1ginas da mais entusiasmante improvisa\u00e7\u00e3o livre.<\/p>\n<p>A isto acresce a fant\u00e1stica linguagem corporal do duo, como se os m\u00fasicos estivessem a dan\u00e7ar um bailado de movimentos livres, uma dan\u00e7a m\u00e1gica que, desde a noite dos tempos, convoca os esp\u00edritos para a celebra\u00e7\u00e3o da beleza musical em estado puro, patente na magnitude de cada nota, c\u00e9lula e fragmento temporal.<\/p>\n<p><strong>Cecil Taylor &amp; Tony Oxley<\/strong>\u00a0transportam a M\u00fasica, enquanto arte, a estados superiores de transpar\u00eancia e de transcend\u00eancia tais que, mais puro que o seu som, s\u00f3 o sil\u00eancio absoluto. E esse, sabemos, \u00e9 imposs\u00edvel.<\/p>\n<p><a href=\"mailto:eduardochagas@netcabo.pt\">Eduardo Chagas<\/a><\/p>\n<div align=\"justify\">\n<hr \/>\n<p><strong>Resenha por Jo\u00e3o Pedro Viegas:<\/strong>\u00a0Que grande noite de m\u00fasica aconteceu no Centro Cultural de Bel\u00e9m, neste ultimo dia 17 de Fevereiro.<\/p>\n<p>Come\u00e7o com uma pergunta \u2013 quem \u00e9 que disse que a \u00e1gua e o azeite n\u00e3o se misturam?<\/p>\n<p>Misturam sim senhor. E de que maneira.<\/p>\n<p>Vamos \u00e0 \u00e1gua.\u00a0<strong>Cecil Taylor<\/strong>, esse grande m\u00fasico, pianista, compositor, percussionista, dan\u00e7arino, poeta e performer transmite-nos a sua arte duma forma espont\u00e2nea. A sua m\u00fasica \u00e9 dificilmente qualificavel. Se na sua g\u00e9nese est\u00e1 o jazz, o que nos mostra do alto da sua infinita sabedoria \u00e9 o resultado da mistura de v\u00e1rias semiologias, mais ou menos eruditas, que, na pr\u00e1tica, resultam numa m\u00fasica intemporal, numa voz \u00fanica, que traduz aquilo a que chamamos verdadeira m\u00fasica improvisada. S\u00e3o verdadeiras cascatas ou torrentes de \u00e1gua que jorram dos seus dedos, m\u00e3os e cotovelos sobre o seu ve\u00edculo de express\u00e3o por excel\u00eancia. O piano. E a \u00e1gua, como s\u00edmbolo de pureza n\u00e3o poderia encontrar melhor paralelo ou melhor homenagem do que na m\u00fasica de\u00a0<strong>Taylor<\/strong>. Porque a sua m\u00fasica \u00e9 impoluta, pura e duma flu\u00eancia incontron\u00e1vel. Tal como a \u00e1gua.<\/p>\n<p>\u00c9 impressionante assistir a um dos seus concertos. Eu, sa\u00ed deste ultimo arrasado, cansado e infinitamente apaixonado. E mais, pergunto-me quantas vezes mais terei eu a oportunidade, de assistir a uma experi\u00eancia musical t\u00e3o intensa. Tenho alguma esperan\u00e7a que a vitalidade da cena musical actual possa contradizer este meu moment\u00e2neo e circunstancial pessimismo. Desculpem-me, mas a ocasi\u00e3o n\u00e3o \u00e9 para menos.<\/p>\n<p>Voltando ao concerto, este foi-nos apresentados em dois per\u00edodos de aproximadamente 45 minutos. Em ambos alternaram momentos de expressividade extrema, onde se reconhecia a influ\u00eancia que o misticismo do rito e a temporalidade do espa\u00e7o m\u00edtico t\u00eam na m\u00fasica do artista, com momentos de introspec\u00e7\u00e3o, que convidam \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, onde nos \u00e9 revelado todo o lirismo existente na sua obra. Desengane-se quem pensa que a obra de\u00a0<strong>Taylor<\/strong>\u00a0\u00e9 marcada \u00fanica e exclusivamente pela improvisa\u00e7\u00e3o ca\u00f3tica e desordenada. Uma aprecia\u00e7\u00e3o deste g\u00e9nero \u00e9 extremamente redutora e injusta.<\/p>\n<p>N\u00e3o se julgue que este concerto foi uma apresenta\u00e7\u00e3o de piano solo.<\/p>\n<p>Falta o azeite. O tal que se mistura na perfei\u00e7\u00e3o com a agua. Falamos de\u00a0<strong>Tony Oxley<\/strong>, esse enorme percussionista europeu que, para al\u00e9m das enormes capacidades como instrumentista, revela ser um ouvinte de grande categoria. Claro que quando falamos de \u00e1gua e azeite, usamos uma express\u00e3o idiom\u00e1tica que pretende estabelecer analogias para diferentes origens e diferentes aprendizagens.\u00a0<strong>Taylor<\/strong>\u00a0\u00e9 um m\u00fasico que sustenta a sua arte nas iconografias da m\u00fasica negra e\u00a0<strong>Oxley<\/strong>\u00a0tem a sua obra, e as semi\u00f3ticas adjacentes, ligada \u00e0 livre improvisa\u00e7\u00e3o europeia.<\/p>\n<p><strong>Tony Oxley<\/strong>\u00a0foi o suporte ideal para a musica do pianista. A sua m\u00fasica, experimental e subtil, conseguiu ser mel\u00f3dica quando o piano do mestre era percutido e conseguiu ser marcadamente r\u00edtmica quando do piano de Taylor sa\u00edam os registos mais l\u00edricos. Estar\u00edamos a ser injustos para\u00a0<strong>Cecil Taylor<\/strong>\u00a0se diss\u00e9ssemos que\u00a0<strong>Tony Oxley<\/strong>\u00a0limitou a sua ac\u00e7\u00e3o a seguir as coordenadas do primeiro. N\u00e3o \u00e9 verdade. Ouve retorno, ou seja, os m\u00fasicos ouviram-se mutuamente e tamb\u00e9m o grande mestre seguiu o percussionista em v\u00e1rias ocasi\u00f5es. E \u00e9 assim que se notam as grandes cumplicidades musicais.<\/p>\n<p>Resumindo, a m\u00fasica de\u00a0<strong>Cecil Taylor<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>Tony Oxley<\/strong>\u00a0encheu de vida o grande audit\u00f3rio do Centro Cultural de Bel\u00e9m, em Lisboa, numa noite que obrigatoriamente recordarei para o resto dos meus dias. Obrigado aos dois.<\/p>\n<p><a href=\"mailto:joao.v@mail.telepac.pt\">Jo\u00e3o Pedro Viegas<\/a><\/p>\n<\/div>\n<hr \/>\n<div align=\"justify\">\n<p><strong>Comentario por Eduardo CHagas:<\/strong>\u00a0Est\u00e1 ya muy agotada la discusi\u00f3n sobre si lo que\u00a0<strong>Cecil Taylor<\/strong>\u00a0toca es\u00a0<em>jazz<\/em>\u00a0o\u00a0<em>m\u00fasica contempor\u00e1nea<\/em>. Otra cosa ser\u00e1, porque lo que desde hace d\u00e9cadas se conoce como la marca del maestro y, en particular, lo que se oy\u00f3 en el\u00a0<strong>Centro Cultural de Bel\u00e9m<\/strong>\u00a0la noche del 17 de febrero de 2004, fue algo que se sale de los l\u00edmites del jazz, un\u00a0<em>meta-jazz<\/em>, si se quiere; pero, por otro lado, tampoco se enmarca dentro de los estrictos par\u00e1metros de la\u00a0<em>m\u00fasica contempor\u00e1nea<\/em>\u00a0o de la\u00a0<em>nueva m\u00fasica<\/em>. Dir\u00eda que es un tercer g\u00e9nero inclasificable, pese a los intentos de encasillarlo en tal o cual categor\u00eda, una tarea por otro lado est\u00fapida.<\/p>\n<p><strong>Cecil Taylor<\/strong>\u00a0es descrito, casi siempre, como un m\u00fasico de jazz. En mi opini\u00f3n, el jazz es para la m\u00fasica de\u00a0<strong>Taylor<\/strong>\u00a0como el lat\u00edn para las actuales lenguas latinas. Esto es, est\u00e1 en sus fundamentos, en la estructura, en la sangre que circula por sus venas, en el ritmo interior, en la respiraci\u00f3n, y m\u00e1s presente de lo que se ve; est\u00e1 asimismo en cierto vocabulario y en la articulaci\u00f3n expresiva. Sin embargo, en la ra\u00edz, el cuerpo y el esp\u00edritu, en los m\u00e1s rec\u00f3ndito de su ser, de lo que se trata es de m\u00fasica improvisada total, en lo que tiene de reflejo en el momento presente y en el m\u00e1s remoto atavismo.<\/p>\n<p>Fue una m\u00fasica al mismo tiempo temporal e intemporal \u2013en el doble sentido de que en ella cabe la totalidad del tiempo y que no pertenece a ning\u00fan tiempo- la que nos ofrecieron\u00a0<strong>Taylor<\/strong>\u00a0y\u00a0<strong>Oxley<\/strong>\u00a0en una creaci\u00f3n directa, inmediata y espont\u00e1nea. Una m\u00fasica tensa y ritual, m\u00fasica sacra de culturas tribales imaginarias, que pueden ser tanto del pasado como del futuro.<\/p>\n<p>El concierto, dividido en dos sets de tema \u00fanico y cuya duraci\u00f3n me pareci\u00f3 ser pr\u00f3xima a los 45 minutos cada uno (me resulta dif\u00edcil calcular, porque lleg\u00f3 un momento en que perd\u00ed la noci\u00f3n del tiempo), a lo que se sum\u00f3 un breve bis, nos mostr\u00f3 a dos creadores de comprobado e incuestionable virtuosismo t\u00e9cnico, en excelente forma f\u00edsica y creativa.<\/p>\n<p><strong>Taylor<\/strong>\u00a0hizo un uso intensivo de sus inagotable recursos pian\u00edsticos, con los caracter\u00edsticos clusters de acordes disonantes, en un permanente discurso atonal, fuertemente percusivo, que ascend\u00eda a cimas de intensidad emocionalmente opresiva o bien se relajaba, distendido en breves momentos de contenido lirismo po\u00e9tico, libertario y hechizante.<\/p>\n<p>En el lado derecho del escenario, en absoluta compatibilidad,\u00a0<strong>Tony Oxley<\/strong>, icono del experimentalismo y de la free improv brit\u00e1nica, respond\u00eda de forma densa y polirr\u00edtmica, cubriendo el resto del lienzo con los colores personales de su kit. Produjo las m\u00e1s exquisitas sonoridades, dispuestas en capas de ritmo y melod\u00eda, llenas de detalle y riqueza de timbres y texturas, proporcionando a\u00a0<strong>Taylor<\/strong>\u00a0el clima perfecto para escribir y reescribir sobre \u00e9l p\u00e1ginas y m\u00e1s p\u00e1ginas de la m\u00e1s deslumbrante improvisaci\u00f3n libre.<\/p>\n<p>A todo esto se a\u00f1adi\u00f3 el fant\u00e1stico lenguaje corporal del d\u00fao, como si los m\u00fasicos realizasen un baile de movimientos libres, una danza m\u00e1gica que, desde la noche de los tiempos, convoca a los esp\u00edritus para celebrar la belleza musical en estado puro, patente en la magnitud de cada nota, c\u00e9lula y fragmento temporal.<\/p>\n<p><strong>Cecil Taylor<\/strong>\u00a0y\u00a0<strong>Tony Oxley<\/strong>\u00a0trasladan la\u00a0<em>M\u00fasica<\/em>, en tanto que arte, a estados superiores de transparencia y de trascendencia tales que, m\u00e1s puro que su sonido, s\u00f3lo existe el silencio absoluto. Que, por otro lado, sabemos que es imposible.<\/p>\n<p><a href=\"mailto:eduardochagas@netcabo.pt\">Eduardo Chagas<\/a>\u00a0traducci\u00f3n por\u00a0<a href=\"mailto:dscascado@yahoo.com\">Diego S\u00e1nchez Cascado<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<\/div>\n<div align=\"justify\">\n<p>Comentario por <strong>por Jo\u00e3o Pedro Viegas: <\/strong>\u00a1Qu\u00e9 gran noche de m\u00fasica tuvo lugar en el Centro Cultural de Bel\u00e9m el pasado 17 de febrero!<\/p>\n<p>Comienzo con una pregunta: \u00bfQui\u00e9n ha dicho que el agua y el aceite no se mezclan?<\/p>\n<p>Se mezclan, s\u00ed se\u00f1or. Y de qu\u00e9 manera.<\/p>\n<p>Vayamos con el agua.\u00a0<strong>Cecil Taylor<\/strong>, ese gran m\u00fasico, pianista, compositor, percusionista, bailar\u00edn, poeta y performer nos transmite su arte de una manera espont\u00e1nea. Su m\u00fasica es dif\u00edcil de calificar. Si en su g\u00e9nesis se encuentra el jazz, lo que nos muestra desde lo alto de su infinita sabidur\u00eda es el resultado de la mezcla de varias semiolog\u00edas, m\u00e1s o menos eruditas que, en la pr\u00e1ctica, dan como resultado una m\u00fasica intemporal, una voz \u00fanica que traduce aquello que denominamos verdadera m\u00fasica improvisada. Son verdaderas cascadas o torrentes de agua que brotan de sus dedos, manos y codos sobre su veh\u00edculo de expresi\u00f3n por excelencia, el piano. Y el agua, como s\u00edmbolo de pureza, no podr\u00eda encontrar mejor paralelo o mejor homenaje que la m\u00fasica de\u00a0<strong>Taylor<\/strong>. Porque su m\u00fasica es impoluta, pura y de una fluidez incontrolable. Igual que el agua.<\/p>\n<p>Resulta impresionante asistir a uno de sus conciertos. Y yo sal\u00ed de este \u00faltimo aniquilado, cansado e infinitamente apasionado. Es m\u00e1s, me pregunto cu\u00e1ntas veces tendr\u00e9 la oportunidad de asistir a una experiencia musical tan intensa. Tengo alguna esperanza de que la vitalidad de la escena musical actual pueda contradecir mi moment\u00e1neo y circunstancial pesimismo. Disc\u00falpenme, pero la ocasi\u00f3n no era para menos.<\/p>\n<p>Volviendo al concierto, \u00e9ste nos fue presentado en dos partes de alrededor de 45 minutos cada una. En ambas se alternaron momentos de una expresividad extrema, donde se reconoc\u00eda la influencia que el misticismo del rito y la temporalidad del espacio m\u00edtico tienen en la m\u00fasica del artista, con momentos de introspecci\u00f3n, que invitan a la oraci\u00f3n, donde nos es revelado todo el lirismo existente en su obra. Se equivoca quien piense que la obra de Taylor est\u00e1 marcada \u00fanica y exclusivamente por la improvisaci\u00f3n ca\u00f3tica y desordenada. Una apreciaci\u00f3n de este g\u00e9nero es sumamente reduccionista e injusta.<\/p>\n<p>Tampoco hay que pensar que este concierto fue a piano solo.<\/p>\n<p>Falta el aceite, aquel que se mezcla perfectamente con el agua. Hablamos de\u00a0<strong>Tony Oxley<\/strong>, ese enorme percusionista europeo que, adem\u00e1s de sus enormes capacidades como instrumentista, demuestra ser un oyente de gran categor\u00eda. Claro que cuando hablamos de agua y aceite, usamos esta expresi\u00f3n idiom\u00e1tica que pretende establecer analog\u00edas para diferentes or\u00edgenes y aprendizajes.\u00a0<strong>Taylor<\/strong>\u00a0es un m\u00fasico que sustenta su arte en las iconograf\u00edas de la m\u00fasica negra y toda la obra de\u00a0<strong>Oxley<\/strong>, as\u00ed como las semi\u00f3ticas adyacentes, est\u00e1 vinculada a la libre improvisaci\u00f3n europea.<\/p>\n<p><strong>Tony Oxley<\/strong>\u00a0fue el soporte ideal para la m\u00fasica del pianista. Su m\u00fasica, experimental y sutil, logr\u00f3 ser mel\u00f3dica cuando el piano del maestro era percutido y consigui\u00f3 ser marcadamente r\u00edtmica cuando del piano de\u00a0<strong>Taylor<\/strong>\u00a0surg\u00edan los registros m\u00e1s l\u00edricos. Ser\u00edamos injustos con\u00a0<strong>Cecil Taylor<\/strong>\u00a0si dij\u00e9semos que\u00a0<strong>Tony Oxley<\/strong>\u00a0limit\u00f3 su actuaci\u00f3n a seguir las coordenadas del primero. No es cierto. Hubo \u201cretorno\u201d, es decir, los m\u00fasicos se escucharon mutuamente y el gran maestro tambi\u00e9n sigui\u00f3 al percusionista en varias ocasiones. As\u00ed es como se notan las grandes complicidades musicales.<\/p>\n<p>En resumen, la m\u00fasica de\u00a0<strong>Cecil Taylor<\/strong>\u00a0y\u00a0<strong>Tony Oxley<\/strong>\u00a0llen\u00f3 de vida el grande auditorio do Centro Cultural de Bel\u00e9m, en Lisboa, en una noche que seguro recordar\u00e9 durante el resto de mis d\u00edas.<\/p>\n<p>Muchas gracias a ambos.<\/p>\n<p><a href=\"mailto:joao.v@mail.telepac.pt\">Jo\u00e3o Pedro Viegas<\/a>\u00a0traducci\u00f3n por\u00a0<a href=\"mailto:dscascado@yahoo.com\">Diego S\u00e1nchez Cascado<\/a><\/p>\n<p>Publicado originalmente en 2004 en <a href=\"https:\/\/www.tomajazz.com\/clubdejazz\/conciertos\/taylor_oxley_belem_2004.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.tomajazz.com\/clubdejazz\/conciertos\/taylor_oxley_belem_2004.htm<\/a><\/p>\n<h3>M\u00e1s informaci\u00f3n<\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Tony_Oxley\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Tony_Oxley<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cecil_Taylor\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cecil_Taylor<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/tomajazz.com\/web\/?s=tony+oxley&#038;submit=Search\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/tomajazz.com\/web\/?s=tony+oxley&amp;submit=Search<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/tomajazz.com\/web\/?s=cecil+taylor&#038;submit=Search\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/tomajazz.com\/web\/?s=cecil+taylor&amp;submit=Search<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cecil Taylor y Tony Oxley actuaron el 17 de febrero de 2004 en Centro Cultural de Bel\u00e9m (CCB), en Lisboa. Eduardo Chagas y\u00a0 Jo\u00e3o Pedro Viegas repasan la actuaci\u00f3n. Nuno Martins pone las im\u00e1genes y traduce Diego S\u00e1nchez Cascado<span class=\"more-link\"><a href=\"https:\/\/tomajazz.com\/web\/cecil-taylor-tony-oxley-2004\/\">Contin\u00faa leyendo<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":82047,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[17862,4,15517,1038],"tags":[1199,14550],"class_list":["entry","author-pachi","has-excerpt","post-82045","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-diego-sanchez-cascado","category-conciertos","category-textos","category-contenidos","tag-cecil-taylor","tag-tony-oxley"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/tomajazz.com\/web\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/taylor-oxley-belem-2004-taylor.jpg","jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":82039,"url":"https:\/\/tomajazz.com\/web\/tony-oxley-in-memoriam-2023\/","url_meta":{"origin":82045,"position":0},"title":"Tony Oxley In Memoriam","author":"Tomajazz","date":"27 diciembre, 2023","format":false,"excerpt":"El 26 de diciembre de 2023 fallec\u00eda el baterista Tony Oxley. 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